É bem simples: não to afim de escrever? Venho aqui e escrevo qualquer coisa, principalmente sobre não escrever coisa nenhuma
quarta-feira, 22 de setembro de 2010
Aquela saboneteira
Quando você usava para guardar sabonete, servia para apenas isso. Quando você colocou na janela do banheiro para guardar nada, não guardava nada e não fez mais que isso. Quando você usou para suporte para a água de fazer barba, sua única preocupação era lavar depois do uso para que não sujasse mais para frente.
Ai você resolveu que ia usar de cinzeiro. E usou. E a brasa derreteu o fundo e agora ele está marcado para sempre. E depois de tanto "E", "agora", "depois" e "você", você (outra vez, desculpe) resolveu que aquilo significava algo.
Um simples presente de sua mãe para que, como em tantos outros objetos, sua vida fosse um pouco mais confortável e, indiretamente, você tivesse a certeza de que ela é a pessoa que, bem ou mal, pensa em você mais vezes no dia. E toda vez que você, chorou, riu, chapou, irritou, brigou, profanou, abençoou, alimentou, sentiu fome, sentiu calor, frio, angustia, certeza, dúvida ou simplesmente parou para pensar em nada; em tudo isso, aquele pedaço de plástico estava lá.
Testemunha? um pedaço de plástico só porque é azul não dá ele faculdades que ele não tinha (o fato de gostar muito de azul não deveria acrescentar em nada também).
Mas tá ali. E te faz pensar.
Agora, aquele pedaço de polímero está para sempre marcado como nunca antes foi.
E ai? Quer dizer que você cresceu? Que você mudou? Que agora é o momento de desprendimento do passado não tão distante?
Talvez.
Mas uma certeza há, e é ela que te faz continuar são e salvo em si mesmo:
Se minha mãe vir isso, tenho que ter uma boa desculpa. Melhor começar a pensar.
E a pensar estou agora.
domingo, 19 de setembro de 2010
Juro que tento entender
É difícil mas eu vou te explicar
Vejo tudo que já tenho em minha vida
Penso em todos que deixei pra trás
Nem sempre as coisas mudam pra melhor
Penso todo dia em nos sabotar
Eu sei,que perdemos tanto tempo aqui
me faço de desentendido
Mas sabemos o que nos prendeu
A insegurança é o que fez morrer
Não é nada confortável
Não tente entender se não quiser
Só não me anule do seu lado
Siga seu caminho que eu vou seguir o meu
Nem sempre as coisas mudam pra melhor
Penso todo dia em nos sabotar
Eu sei, que perdemos tanto tempo aqui
me faço de desentendido
Mas sabemos o que nos prendeu
A insegurança é o que fez morrer
Por suportar
Pela primeira vez
Nos libertar
veio daqui, ó:
http://letras.terra.com.br/dead-fish/573232/
o sentimento é meu e ninguém tasca (ainda bem que ninguém lê isso aqui).
segunda-feira, 13 de setembro de 2010
Tava no twitter
Pensei: Respondo "Me chama ai que eu a gente bagunça o quarto e quem sabe no meio da ação a gente acha ele".
Desisti porque: 1- vai que ofende 2- Não é uma boa abordagem 3- A intimidade não chegou a esse ponto. 4- gosto de terminar com números pares.
Mas repensei: wattarel! até que foi uma idiotice legal que eu pensei. Mas as consequências me fazem querer não postar. Mas não pode ficar só pra mim. Mas não vale a pena. Mas tenho que botar isso pra fora... epa... perae! olha só! um post novo!
Ai ajuda a praticar escrever com ma certa frequência. O último post (que foi o primeiro) faz um tempo. Agora não está mais sozinho, abandonado, jogado às traças... infeliz no canto do quarto sem vontade de cantar uma bela canção e com @caodadepressao feelings...
Feelings?! ♫ FEEEELLIIINGS! O-O-O FEEEELLIIINGS! O-O-O FEEEEELINGS! It's on my miiiiiiind! ♪
(finalmente me disseram como se faz as notinhas. Só falta o aviãozinho.)
Logo depois descubro que a moça tem medo de pelos. Interpreto isso como algo muito bom pra mim e ao mesmo tempo muito... ruim... para... mim...(ó só: http://pt.wikipedia.org/wiki/Caetofobia).
PÊNIS!
Tchau para vocês.
=*